“O interlúdio existe em um território entre permanência e transformação, onde a forma hesita, mas insiste em existir; é nesse instante que a arte encontra seu próprio tempo e se deixa capturar pelo olhar.”
— Núcleo Sève.
A mostra coletiva “INTERLÚDIO Sève”, inaugurada em 9 de junho de 2026, abriu oficialmente o circuito de galerias da Bienal de Curitiba durante a Curitiba Art Week. Reunindo obras de Leila Versetti, Luiza Burigo Volpato, Lys Áurea Buzzi, Maristela Oliveira, Nani Silveira e Carlos Januário, Orlando Azevedo, Sergio F. Rolim e Wilson Pinto, a exposição nasceu de um território de suspensão, propondo um percurso atravessado por tensões sutis entre presença e desaparecimento, matéria e silêncio, permanência e transformação. Em diálogo com diferentes linguagens, técnicas e poéticas, as obras convidaram o público a habitar esse espaço de transição, onde múltiplas possibilidades coexistem.
Há instantes em que a forma ainda não se revela plenamente, mas já não pode deixar de existir. É nesse entre-lugar que “INTERLÚDIO” se estabeleceu. A tela deixou de ser um limite para tornar-se uma abertura, um campo de possibilidades onde o olhar foi convidado a percorrer aquilo que ainda hesita, mas já insiste em emergir. Amparada pela ideia de “obra aberta” de Umberto Eco, a exposição sugeriu que as estruturas artísticas estão cada vez mais livres, permitindo que cada visitante construa seus próprios significados a partir dos silêncios, gestos, memórias e presenças que atravessaram as obras.







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